Nutrição infantil para quem já ouviu que “criança come quando tem fome” — e sabe que, em casa, a história é outra.

É o acompanhamento nutricional da criança em toda a fase de desenvolvimento — da introdução alimentar à adolescência — com atenção especial a quem recusa alimentos, come pouca variedade ou tem restrições ligadas ao neurodesenvolvimento.
Seletividade alimentar não é birra. Muitas vezes é textura, cheiro, temperatura ou som — questões sensoriais reais, que não se resolvem insistindo no prato. Reconhecer isso muda o tom de casa inteira, e é onde o trabalho começa.
A indicação é sempre individual. De modo geral, costuma ajudar diante de:
Recusa de alimentos, cardápio restrito a poucos itens ou reação forte a texturas e cheiros.
Refeições que viraram batalha diária, com choro, negociação ou distração para cada colherada.
Dúvidas sobre a introdução alimentar e sobre o que é esperado em cada fase.
Alimentação de crianças com TEA, TDAH ou outros quadros do neurodesenvolvimento.
Ganho ou perda de peso fora da curva, ou preocupação com carências nutricionais.
Restrições e alergias alimentares que exigem substituições seguras no dia a dia.
Uma conversa sobre a rotina real da casa: o que a criança aceita, o que já foi tentado e como estão as refeições.
Estado nutricional, curva de crescimento e o comportamento alimentar — o que a criança come e como come.
Investigar o que está por trás: textura, cheiro, temperatura, questão sensorial ou associação negativa com a refeição.
Metas construídas com a família, adequadas à rotina que existe, e não à rotina ideal.
Ajustes ao longo do caminho e articulação com a terapia ocupacional, a fonoaudiologia e a equipe infantil.
Registro profissionalCRN-4 23102203
Aline formou-se em Nutrição pela Faculdade Pitágoras, aqui mesmo em Guarapari, em 2022. O que veio depois não foi uma pós qualquer: foram quatro formações que apontam todas para a mesma direção.
Especializou-se em Nutrição em Pediatria, com foco em alimentação materno-infantil, introdução alimentar e dificuldades alimentares. Fez uma pós em Nutrição Funcional e Terapia Alimentar no Autismo e TDAH, voltada especificamente à seletividade. E, além disso, uma capacitação de 180 horas em ABA e autismo — a mesma base que orienta o trabalho da equipe infantil da Laços.
Uma criança que recusa comida não está sendo difícil. Está respondendo a alguma coisa — e o trabalho é descobrir a quê.
Essa última formação é o que muda o atendimento na prática. Uma nutricionista que entende análise do comportamento consegue conversar de igual para igual com a terapia ocupacional sobre perfil sensorial, com a fonoaudiologia sobre mastigação e com a equipe de ABA sobre como introduzir um alimento novo sem transformar a refeição em conflito. Não é encaminhamento entre profissionais que mal se falam: é a mesma linguagem, sob o mesmo teto.
Sem dieta da moda, sem restrição sem indicação clínica e sem transformar a refeição em disputa. A criança não é obrigada a comer para agradar ninguém, e nenhum plano é entregue sem que a família entenda o porquê de cada mudança.
Um cardápio muito restrito merece avaliação. Em parte das crianças é uma fase; em outras, há uma questão sensorial ou comportamental por trás que se beneficia de acompanhamento. A avaliação diz qual é o caso.
Não. Com frequência a recusa está ligada a textura, cheiro, temperatura ou som — respostas sensoriais reais. Tratar como birra costuma piorar, porque aumenta a tensão em torno da refeição.
Sim, e é uma das áreas centrais do atendimento. A formação da nutricionista é específica em alimentação no TEA e no TDAH, e o trabalho é articulado com a equipe de terapia ocupacional e de ABA da clínica.
Desde a introdução alimentar, por volta dos seis meses, até a adolescência.
Não. Restrição só entra quando há indicação clínica, como alergia ou intolerância comprovada. O caminho é ampliar o repertório da criança, não reduzi-lo.
Quando a criança já é acompanhada aqui, a nutrição conversa com a terapia ocupacional sobre o perfil sensorial, com a fonoaudiologia sobre mastigação e deglutição, e com a equipe de ABA sobre a introdução de alimentos novos.
O primeiro passo é uma avaliação cuidadosa. A partir dela, construímos o caminho juntos.
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