Adultos · Saúde mental
Saúde mental do adulto

Dependência Química e Comportamental

Acolhimento para quem enfrenta a dependência — de substâncias ou de comportamentos — e para quem está ao lado, tentando ajudar sem saber como.

Dependência Química e Comportamental na Laços Terapias
O que é

Dependência Química e Comportamental

É o cuidado voltado às diferentes formas de dependência: química — álcool, medicamentos, outras substâncias — e comportamental, como o uso compulsivo de pornografia, jogos ou telas.

O trabalho parte de um princípio que muda tudo: dependência não é falta de força de vontade nem fraqueza de caráter. É uma questão de saúde, com determinantes que vão do corpo à história de vida e ao contexto social. Quem chega aqui já ouviu julgamento suficiente do lado de fora.

Para quem é indicada

Quando pode ajudar

A indicação é sempre individual. De modo geral, costuma ajudar diante de:

Uso de álcool, medicamentos ou outras substâncias que já preocupa você ou quem convive com você.

Tentativas de parar que não se sustentam, seguidas de culpa e de um novo recomeço.

Uso compulsivo de pornografia, jogos, apostas ou telas que já toma tempo, dinheiro ou sono.

A sensação de que o hábito deixou de ser escolha e passou a organizar o seu dia.

Uso que começou para dar conta de ansiedade, insônia ou dor — e virou um problema à parte.

Familiares que querem ajudar e não sabem como, entre o excesso de cobrança e o medo de piorar.

Como funciona

O caminho, passo a passo

1

Acolhimento inicial

Um primeiro encontro sem cobrança e sem julgamento. Você não precisa chegar decidido a parar.

2

Compreender o quadro

Como o uso começou, o que ele resolve e o que ele custa. A dependência quase sempre tem uma função.

3

Plano de cuidado

Metas construídas com você e possíveis de sustentar — não um ideal que se quebra na primeira semana.

4

Acompanhamento

Encontros regulares, incluindo o que fazer quando há recaída. Ela faz parte do percurso de muita gente.

5

Rede de cuidado

Articulação com a psiquiatria, com a família e com serviços da rede pública quando faz sentido.

Carla Salarolli Bisi, psicóloga da Laços Terapias Registro profissionalCRP 16/5820
Quem conduz

Carla Salarolli Bisi

Psicóloga · Dependência química, saúde coletiva e comportamento suicida

Carla formou-se em Psicologia pelo Centro Universitário São Camilo em 2017 e, desde então, construiu uma formação que se concentrou quase toda no mesmo território: o sofrimento que a sociedade prefere não olhar de perto.

Especializou-se em Saúde Mental com ênfase em Dependência Química pela Faculdade São Gabriel da Palha. Em seguida veio a pós em Saúde Coletiva pela Faculdade da Região Serrana, com um trabalho de conclusão sobre políticas públicas de drogas e mulheres — o recorte de gênero é raro nessa área e diz muito sobre o olhar dela. Depois, Gestão em Saúde pela Multivix e uma pós em novas abordagens para autolesão, comportamento suicida e luto pela Faculdade CENSUPEG.

Ninguém começa a usar por acaso. Entender o que o uso resolve é o que torna possível construir outra saída.

É uma trajetória que combina duas coisas que raramente andam juntas: a escuta clínica individual e a compreensão de que dependência é também uma questão de saúde pública, atravessada por classe, gênero e acesso. Na Laços, isso significa um atendimento que acolhe a pessoa sem perder de vista o contexto que a trouxe até aqui — e que sabe conversar com a psiquiatria e com a rede quando o cuidado precisa de mais de uma frente.

Dependência química Dependência comportamental Álcool e outras drogas Autolesão Comportamento suicida Luto Saúde coletiva

Formação

  • Graduação em PsicologiaCentro Universitário São Camilo — ES, 2017
  • Saúde Mental com ênfase em Dependência QuímicaFaculdade São Gabriel da Palha (FASG), 2019
  • Saúde ColetivaFaculdade da Região Serrana (FARESE), 2022
  • Gestão em SaúdeFaculdade Multivix Serra, 2024
  • Autolesão, Comportamento Suicida e LutoFaculdade CENSUPEG, 2025

O atendimento aqui

  • Acolhimento sem exigência préviaNão é preciso chegar decidido a parar para começar
  • Metas construídas com vocêObjetivos possíveis de sustentar, revistos ao longo do caminho
  • Recaída como parte do processoTrabalhada em vez de tratada como fracasso
  • Apoio à famíliaOrientação para quem está ao lado e também sofre
  • Articulação com a psiquiatriaCuidado conjunto quando o quadro pede acompanhamento médico
  • Presencial e onlineEm Guarapari ou de onde você estiver

Cuidado com ética e respeito

Sem julgamento moral, sem internação como primeira resposta, sem promessa de solução rápida. O sigilo vale inclusive diante da família: quem decide o que é compartilhado é você. E ninguém é obrigado a chegar aqui pronto para parar — dá para começar apenas querendo entender.

Dúvidas frequentes

Perguntas comuns

Não. Muita gente chega ainda em dúvida, ou empurrada pela família. Esse é um ponto de partida legítimo: dá para começar querendo apenas entender o que está acontecendo.

Não trabalhamos com a ideia de cura, e sim de cuidado: compreender o que sustenta o uso, recuperar autonomia e qualidade de vida, no tempo de cada pessoa.

Recaída faz parte do percurso de muita gente e não apaga o que já foi construído. Ela é trabalhada no atendimento — entender o que a antecedeu costuma ser uma das partes mais úteis do processo.

Sim. O uso compulsivo de pornografia, jogos, apostas ou telas também é uma forma de dependência e é acolhido aqui.

Sim. Quem está ao lado também sofre e pode ser orientado sobre como apoiar sem se esgotar — e sobre o que costuma ajudar e o que costuma afastar.

Nem sempre. Alguns quadros pedem avaliação psiquiátrica, e nesses casos o cuidado é articulado com a equipe médica. Internação não é a primeira resposta e é discutida caso a caso, nunca imposta.

Não. O sigilo é um compromisso ético do atendimento e vale também diante de familiares. O que for compartilhado com eles é combinado com você antes.

Dá para começar só conversando

O primeiro passo é uma conversa. A partir dela, seguimos no seu tempo.

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