Acolhimento para quem enfrenta a dependência — de substâncias ou de comportamentos — e para quem está ao lado, tentando ajudar sem saber como.

É o cuidado voltado às diferentes formas de dependência: química — álcool, medicamentos, outras substâncias — e comportamental, como o uso compulsivo de pornografia, jogos ou telas.
O trabalho parte de um princípio que muda tudo: dependência não é falta de força de vontade nem fraqueza de caráter. É uma questão de saúde, com determinantes que vão do corpo à história de vida e ao contexto social. Quem chega aqui já ouviu julgamento suficiente do lado de fora.
A indicação é sempre individual. De modo geral, costuma ajudar diante de:
Uso de álcool, medicamentos ou outras substâncias que já preocupa você ou quem convive com você.
Tentativas de parar que não se sustentam, seguidas de culpa e de um novo recomeço.
Uso compulsivo de pornografia, jogos, apostas ou telas que já toma tempo, dinheiro ou sono.
A sensação de que o hábito deixou de ser escolha e passou a organizar o seu dia.
Uso que começou para dar conta de ansiedade, insônia ou dor — e virou um problema à parte.
Familiares que querem ajudar e não sabem como, entre o excesso de cobrança e o medo de piorar.
Um primeiro encontro sem cobrança e sem julgamento. Você não precisa chegar decidido a parar.
Como o uso começou, o que ele resolve e o que ele custa. A dependência quase sempre tem uma função.
Metas construídas com você e possíveis de sustentar — não um ideal que se quebra na primeira semana.
Encontros regulares, incluindo o que fazer quando há recaída. Ela faz parte do percurso de muita gente.
Articulação com a psiquiatria, com a família e com serviços da rede pública quando faz sentido.
Registro profissionalCRP 16/5820
Carla formou-se em Psicologia pelo Centro Universitário São Camilo em 2017 e, desde então, construiu uma formação que se concentrou quase toda no mesmo território: o sofrimento que a sociedade prefere não olhar de perto.
Especializou-se em Saúde Mental com ênfase em Dependência Química pela Faculdade São Gabriel da Palha. Em seguida veio a pós em Saúde Coletiva pela Faculdade da Região Serrana, com um trabalho de conclusão sobre políticas públicas de drogas e mulheres — o recorte de gênero é raro nessa área e diz muito sobre o olhar dela. Depois, Gestão em Saúde pela Multivix e uma pós em novas abordagens para autolesão, comportamento suicida e luto pela Faculdade CENSUPEG.
Ninguém começa a usar por acaso. Entender o que o uso resolve é o que torna possível construir outra saída.
É uma trajetória que combina duas coisas que raramente andam juntas: a escuta clínica individual e a compreensão de que dependência é também uma questão de saúde pública, atravessada por classe, gênero e acesso. Na Laços, isso significa um atendimento que acolhe a pessoa sem perder de vista o contexto que a trouxe até aqui — e que sabe conversar com a psiquiatria e com a rede quando o cuidado precisa de mais de uma frente.
Sem julgamento moral, sem internação como primeira resposta, sem promessa de solução rápida. O sigilo vale inclusive diante da família: quem decide o que é compartilhado é você. E ninguém é obrigado a chegar aqui pronto para parar — dá para começar apenas querendo entender.
Não. Muita gente chega ainda em dúvida, ou empurrada pela família. Esse é um ponto de partida legítimo: dá para começar querendo apenas entender o que está acontecendo.
Não trabalhamos com a ideia de cura, e sim de cuidado: compreender o que sustenta o uso, recuperar autonomia e qualidade de vida, no tempo de cada pessoa.
Recaída faz parte do percurso de muita gente e não apaga o que já foi construído. Ela é trabalhada no atendimento — entender o que a antecedeu costuma ser uma das partes mais úteis do processo.
Sim. O uso compulsivo de pornografia, jogos, apostas ou telas também é uma forma de dependência e é acolhido aqui.
Sim. Quem está ao lado também sofre e pode ser orientado sobre como apoiar sem se esgotar — e sobre o que costuma ajudar e o que costuma afastar.
Nem sempre. Alguns quadros pedem avaliação psiquiátrica, e nesses casos o cuidado é articulado com a equipe médica. Internação não é a primeira resposta e é discutida caso a caso, nunca imposta.
Não. O sigilo é um compromisso ético do atendimento e vale também diante de familiares. O que for compartilhado com eles é combinado com você antes.
O primeiro passo é uma conversa. A partir dela, seguimos no seu tempo.
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